Crescimento do seguro de pessoas ganha estímulo com novos produtos e coberturas
25/05/2010 Portal Nacional de Seguros
Beneficiado pela estabilidade econômica, o seguro de pessoas vem conquistando participação cada vez maior no volume de seguros comercializados. Entre janeiro e março deste ano, segundo dados da Susep, o segmento alcançou R$ 3,6 bilhões em prêmios. Embora os seguros coletivos respondam por mais da metade desse volume (66%), chama a atenção a enorme segmentação da outra metade.
Ao menos oito diferentes modalidades são responsáveis por mais de 44% de todo o montante arrecadado pelo segmento, cujos destaques são os seguros prestamistas (20%) e vida individual (7%). Detendo-se na análise desses números, a diretora adjunta de Seguros do CVG-SP e gerente de Vida da Alfa Previdência e Vida, Joana Barros Salgueiro Santos, observa a demanda crescente por novas modalidades, que oferecem coberturas diferenciadas de acordo com a necessidade do público-alvo.
“O mercado tem se adaptado rapidamente às necessidades dos clientes, inovando no desenvolvimento de produtos e de novas coberturas para atender segmentos específicos”, diz. Tamanha criatividade, segundo ela, tem beneficiado também a comercialização desses seguros por intermédio do corretor, que dispõe de mais opções para oferecer aos clientes.
“Até bem pouco tempo, seguro de vida era sinônimo de cobertura para o risco de morte. Mas, hoje, há uma gama de coberturas que podem ser oferecidas em conjunto com esta garantia, de acordo com a atividade ou necessidade do cliente”, afirma. Segundo ela, essas mudanças atingiram também os seguros de vida coletivos, que passaram a ser subscritos conforme o risco da atividade do contratante, permitindo a redução e a adequação do preço ao risco coberto.
Diferentemente do passado, em que os preços eram padronizados independentemente da atividade da empresa, hoje, o prêmio pode ser adequado conforme a avaliação do histórico de sinistro da empresa. De acordo com a diretora do CVG-SP, com a subscrição de risco aplicada aos seguros coletivos, houve uma grande segmentação do ramo que deu origem a inovadores produtos, mais adequados às necessidades dos clientes.
Ela cita as coberturas de diárias por incapacidade, assistência funeral, cesta básica de alimentos e outros tipos de serviços de assistência que podem ser agregados aos seguros de vida coletivos, como cesta natalidade, escolar, viagem etc. “Atualmente, o mercado dispõe de produtos mais simplificados, que atendem as convenções coletivas de determinadas categorias, além de personalizados conforme a atividade da empresa e, consequentemente, com o preço mais justo”, avalia.
O presidente do CVG-SP, Osmar Bertacini, observa que os números do mercado comprovam a expansão dos seguros pessoais, especialmente nos ramos de vida em grupo, prestamistas e acidentes pessoais, que obtiveram expressivo crescimento no último ano. Por isso, ele conclui que tudo o que se possa criar para estimular ainda mais a venda desses seguros é válido. “Os novos produtos agregados aos seguros de pessoas beneficiam o segurado, sem representar um grande impacto nos custos das seguradoras”, analisa.
Para Joana, essas inovações demonstram que o mercado de seguros está sabendo aproveitar o bom momento do seguro de pessoas. “Temos o microsseguros pela frente e muitas outras oportunidades de aumentar a demanda do ramo, que é muito pequena em relação ao tamanho da população brasileira economicamente ativa. Mas, vejo que o mercado é bastante criativo e que está no caminho certo”, diz.